Quanto nos perdoastes, Senhor!...
- Última atualização em 22 Fevereiro 2012
Para motivar você a ler o fantástico Livro “A Cruz de Cristo”, de Francisco Fernández-Carvajal – trago em primeira mão um trecho dentre as 40 meditações envolvendo a Paixão de Jesus... Aliás, este trecho não é apenas para ser lido, mas, sobretudo, para ser rezado. Aproveite e utilize estes textos para retirar-se e viver uma séria conversão de vida! Luiz Antônio.
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Do alto da cruz, O Senhor contempla os que o rodeiam: soldados, curiosos chegados de paragens longíguas, os príncipes dos sacerdotes, que seguiram muito de perto toda a execução. Era uma crueldade acrescentada e desnecessária. Enquanto aguardava a morte, Jesus escutou todo o tipo de zombarias e de injúrias. Riem-se do crucificado e o ultrajam com insultos bem escolhidos entre os que mais podiam magoar Jesus e contribuir para desacreditá-lo diante do povo. Também os insultavam os soldados e um dos ladrões. Entretanto, Jesus suplicava: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Não sabiam? Nada mesmo? Que bom é O Senhor, que desculpa dessa maneira! As suas palavras são de amor e de misericórdia. O amor sobrepõe-se á dor. Cumpre agora o que tantas vezes tinha pregado aos seus discípulos. Desculpa aqueles que sabiam que condenavam um inocente, manifesta a maior benevolência com aqueles que O tinham rejeitado.
Pai, perdoa-lhes...
São palavras que denotam a paz e a serenidade da alma de Jesus, refletidas no seu rosto no meio dos maiores tormentos. Os seus discípulos de todos os tempos souberam imitá-lo. Pai, perdoa-lhes... Se uma vez ou outra temos de perdoar uma ofensa real, devemos compreender que se nos oferece uma ocasião muito particular de imitar Jesus. Enriquecer-se-á o nosso coração: Far-se-á maior, com mais capacidade de amar. Não devemos esquecer então que nada nos assemelha tanto a Deus como estar sempre dispostos ao perdão. Ele é O grande perdoador.
O amor ao Senhor levar-nos á a desculpar tudo de todos, prontamente, generosamente, sem conservar uma lista de agravos, muitas vezes fruto de uma imaginação febril, cheia de recalques que nos amesquinham. Pensemos se de modo habitual o nosso perdão é sincero, de coração, e se rezemos ao Senhor pelas pessoas que, tantas vezes sem nenhuma intenção de magoar-nos, por franqueza ou precipitação, nos fizeram algum mal, nos ofenderam ou simplesmente nos melindraram.
Quanto nos perdoastes, Senhor! Quanto precisamos de que continues a perdoar-nos! Não havemos então de saber desculpar as misérias de uma palavra mais áspera, de uma pequena critica injusta, na vida corrente? E se alguma vez forem injúrias mais graves, não havemos de imitar Cristo, que semeou de perdões o Calvário?
Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançaram misericórdia (Mt 5,7). São palavras do Senhor que estabelecem uma proporção entre o perdão que temos recebido Dele e o perdão que concedemos ao nosso próximo. De que lado pende a balança? Que divida de misericórdia com o nosso próximo nos fica por pagar!
Retirado do Livro “A cruz de Cristo”

