- 17 Maio 2012
O que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre sexualidade

Um olhar mais aprofundado sobre a doutrina católica mostra a imensa dignidade na qual a Santa Igreja vê a sexualidade. Diz o Catecismo da Igreja Católica que "a união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador. (...) Dessa união procedem todas as gerações humanas." (Catecismo da Igreja Católica, 2335).
Diz também o Catecismo ainda que, pela sexualidade, “os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus.” (Catecismo da Igreja Católica, 2367) Isso está claro já nos primeiros capítulos da Sagrada Escritura, quando Deus cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, e lhes diz: “Frutificai, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Gn 1,28) E mais adiante: “Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” (Gn 2,24)
Fonte: Catecismo da Igreja Católica
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: "A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa." (Catecismo da Igreja Católica, 2347) E ainda: "Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu estado de vida." (Catecismo da Igreja Católica, 2348) Ou seja, a virtude da castidade consiste na maneira correta de viver a sexualidade. Cada membro da Santa Igreja é chamado por Nosso Senhor Jesus Cristo à viver a castidade segundo a sua vocação.
Para isso, precisamos compreender que o ato sexual naturalmente tem duas finalidades: a finalidade unitiva, que diz respeito ao bem e à santificação do casal, e a finalidade procriadora, que diz respeito à geração da vida. Diz o Catecismo: "Salvaguardando esse dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para altíssima vocação do homem para a paternidade." (Catecismo da Igreja Católica, 2369)
O Catecismo especifica: "Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais." (Catecismo da Igreja Católica, 2396)
A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade." (Catecismo da Igreja Católica, 2352)
Embora a masturbação seja em si mesmo imoral, certos fatores psicológicos podem atenuar a culpabilidade do ato, de forma que, em certas circunstâncias, possa ser apenas um pecado venial ou não ser nem mesmo pecado, embora seja sempre um ato imoral (Catecismo da Igreja Católica, 2352).
A fornicação é a "união carnal fora do casamento entre um homem e mulher livres." (Catecismo da Igreja Católica, 2353) "é gravemente contrária à dignidade das pessoas e da sexualidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e educação dos filhos." (Catecismo da Igreja Católica, 2353)
Diz o Catecismo que "a homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominantemente, por pessoas do mesmo sexo. (...) Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade." (Catecismo da Igreja Católica, 2357)
A Santa Igreja, porém, acolhe e respeita o homossexual enquanto pessoa, embora não aprove as práticas homossexuais; ela ama o pecador, mas odeio o pecado. Diz o Catecismo: "Um número não negligenciável de homens e mulheres apresenta tendências homossexuais inatas. Não são eles que escolhem sua condições homossexual; para a maioria, pois, esta constitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de descriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus na sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã." (Catecismo da Igreja Católica, 2359)
- 10 Maio 2012
Segredo de Fátima- III parte

A terceira parte do segredo revelado a 13 de Julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima.
Escrevo em ato de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagava-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio tremulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.
Confira a I e a II parte do segredo no blog do Luiz Antônio.
Fonte:www.vatican.va
Add a comment- 08 Maio 2012
Dogmas e doutrinas Marianas da Igreja Católica

Os Dogmas e doutrinas marianas da Igreja Católica têm a sua fundação na visão central de que a Virgem Maria é a Mãe de Deus, devido a isso, a Igreja Católica sempre considerou Maria a figura mais importante do cristianismo e da salvação depois de Jesus Cristo e Santíssima Trindade, por conseguinte, a Igreja possui muitos ensinamentos e doutrinas em relação a sua vida e papel.
A Igreja Católica possuí uma disciplina específica para o estudo da pessoa, o papel e o significado da Virgem Maria, e sua veneração, esta é a disciplina da Mariologia. A doutrina mariana tem se desenvolvido ao longo de muitos séculos, e foi estudada e codificada pelos Concílios, bem como pelos principais teólogos das ordens religiosas e universidades marianas, Escolas Pontifícias, como a Marianum são especificamente dedicadas a este campo de estudo[1][2][3]. No entanto, revelações marianas por indivíduos nem sempre são aceitos pela Igreja. [4][5]
Ensinamentos dogmáticos da Igreja Católica
Perpétua Virgindade de Maria
A Perpétua Virgindade de Maria ensina que Maria é virgem antes, durante e depois do parto. Este dogma mariano é o mais antigo da Igreja Católica e Oriental Ortodoxa, que afirma a "real e perpétua virgindade mesmo no ato de dar à luz o Filho de Deus feito homem."[6] Assim Maria foi sempre Virgem pelo resto de sua vida, sendo o nascimento de Jesus como seu filho biológico, uma concepção milagrosa.
No ano 107, Inácio de Antioquia já descrevia a virgindade de Maria. São Tomás de Aquino também ensinou esta doutrina (Summa theologiae III.28.2) que Maria deu o nascimento miraculoso sem abertura do útero, e sem prejuízo para o hímen. Esta doutrina já era um dogma desde o cristianismo primitivo, tendo sido declarada por notáveis escritores como São Justino Mártir e Orígenes. O Papa Paulo IV o reconfirmou no Cum quorundam de 7 de Agosto de 1555, no Concílio de Trento.
Mãe de Deus
A definição como Mater Dei (em latim) ou Theotokos (em grego) foi afirmado por diversos Padres da Igreja nos três primeiros séculos, como Inácio (107), Orígenes (254), Atanásio (330) e João Crisóstomo (400). O Terceiro Concílio Ecumênico, realizado em Éfeso decretou esta doutrina dogmaticamente em 431. A visão contrária, defendida pelo patriarca de Constantinopla Nestório era que Maria devia ser chamada de Christotokos, que significa "Mãe de Cristo", para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina.
Os adversários de Nestório, liderados por Cirilo de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo, uma vez que em Cristo "O Verbo se fez carne" (João 1:14), ou seja o Verbo (que é Deus - João 1:1) é a carne; e a carne é o Verbo, Maria foi a mãe da carne de Cristo e consequentemente do Verbo. Cirilo escreveu que "Surpreende-me que há alguns que duvidam que a Virgem santa deve ser chamada ou não de Theotokos. Pois, se nosso Senhor Jesus Cristo é Deus, e a Virgem santa deu-o à luz, ela não se tornou a [Theotokos]?"[7] A doutrina de Nestório foi considerada uma falsificação da Encarnação de Cristo, e por conseqüencia, da salvação da humanidade. O Concílio aceitou a argumentação de Cirilo, afirmou como dogma o título de Theotókos de Maria, e anamatizou Nestório, considerando sua doutrina (Nestorianismo) como uma heresia.
Imaculada Conceição da Virgem Maria
Maria foi concebida sem pecado original. Sua Imaculada Conceição relata que a concepção de Maria, a mãe de Jesus, foi feita sem qualquer mancha de pecado original, no ventre da sua mãe, assim desde o primeiro momento da sua existência, ela foi preservada por Deus do pecado que aflige a humanidade, pois ela é "sempre cheia de graça divina" ("kecaritwmenh" em grego, forma como foi chamada pelo Anjo Gabriel). Também relata que ela viveu uma vida completamente livre de pecado.
Hebreus 9,11 Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação: Cristo Nosso único salvador se encarnou através de que tabernáculo? Maria a mãe do Senhor, pois como diz a palavra não feito por mãos humanas, ou seja, não um tabernáculo de madeira, ouro , prata ou qualquer tipo de material. Mas uma criatura (Maria) que se torna a maior e mais perfeita (imaculada). Percebamos então que Maria é a virgem santa sem pecados.
A festa da Imaculada Conceição de Maria é celebrada em 8 de Dezembro, e foi definida inicialmente em 1476 pelo Papa Sixto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definido como um dogma pelo Papa Pio IX em sua constituição Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854 como uma verdade infalível revelada pela orientação do Espírito Santo.
Muitos escritos dos Padres da Igreja, já defendiam também a Imaculada Conceição de Maria pois, uma vez que Jesus se tornou encarnado por meiro da Virgem Maria, era adequado que ela estivesse completamente livre do pecado para exprimir o seu Filho. (Ott, Fund., BK 3, pt. 3, Ch. 2, § 3.1.e).
Assunção da Virgem Maria
A Virgem Maria no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial. Este dogma foi proclamado ex cathedra pelo Papa Pio XII, no dia 1º de novembro de 1950, por meio da Constituição Munificentissimus Deus:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".
O Papa Pio XII deixou liberadamente em aberto se Maria foi elevada aos céus após sua morte ou ainda em vida.
Fonte: www.zenit.org
Add a comment- 06 Maio 2012
Como fazer a Lectio Divina

Daremos agora algumas indicações práticas de como fazer a Lectio Divina:
I. O primeiro passo é a preparação do ambiente para se fazer uma boa Lectio Divina. Algumas sugestões:
a) Reservar um momento do dia para fazer a Lectio Divina (no mínimo 20 minutos);
b) Buscar um lugar reservado e, se possível silencioso;
c) Ter uma Bíblia que tenha bons comentários de rodapé;
d) Ter em mãos papel e caneta;
e) Procurar acalmar o corpo e a mente para poder se concentrar na leitura.
II. Pedir a presença do Espírito Santo, porque a Lectio Divina é uma leitura orante da Palavra, e o Espírito Santo é aquele que inspirou as Sagradas Escrituras. Algumas sugestões:
a) Cante músicas de invocação do Espírito Santo;
b) Faça invocações ao Espírito através de orações que você já tenha decorado, ou leia com o coração, orações de invocações ao Espírito Santo;
c) De maneira especial, peça a presença e ação do Espírito Santo com suas próprias palavras, de forma espontânea.
III. Leia o texto várias vezes para que possa entender o sentido literal, poderíamos dizer, interpretar o texto para descobrir o que o texto diz. Algumas sugestões:
a) É muito importante ler os comentários de rodapé referentes ao texto;
b) Se for uma narração (história), perceber a ação de cada personagem;
c) Se aparecer alguma palavra que o sentido não seja muito claro para você, buscar ajuda de um dicionário;
d) Comparar com outros textos Bíblicos que você já conheça e que esse texto lhe faz lembrar;
e) Grifar na própria Bíblia as passagens que você percebeu como mais importantes para a compreensão do texto.
IV. A meditação do texto, que é o ato de interiorizar o que foi dito, na linguagem Bíblica, chama-se meditar no coração. É o momento de perceber o que o texto me diz, o que mais me “tocou”, o que veio ao encontro do meu coração, o que ficou mais forte. São todas formas de traduzir em algum tipo de linguagem essa ação interna da Palavra em nós. Para isso, damos algumas sugestões:
a) Escreva o que mais lhe tocou num papel, para melhor fixar;
b) A repetição da parte, versículo ou palavra que ficou mais forte, podendo até ser repetida, de olhos fechados, assumindo aquela palavra para você;
c) Você pode levar esse trecho para o seu dia, guardando na memória ou por escrito, para ser repetido várias vezes durante o dia, para que assim você possa assimilar melhor o trecho. A isso, os antigos chamavam de “ruminar” a Palavra.
d) E o mais importante, confrontar a sua vida com esse trecho do texto.
V. A oração é o momento onde você irá responder a Deus sobre o que Ele lhe falou através de sua Palavra (ensinou, animou, corrigiu, questionou). É importante entender que a oração é um diálogo que, de forma muito simples, podemos ter com Deus. Algumas sugestões:
a) Para alguns ajuda, na oração, quando se fala em voz alta aquilo que o seu coração quer expressar;
b) Escreva a sua oração;
c) Crie, através da sua imaginação, alguma imagem de Jesus e fale com ele;
d) Use uma imagem ou um ícone para ajudar a ter uma direção, já que a oração é um diálogo.
VI. A contemplação é, na verdade, a ação de Deus na nossa relação com Ele, por isso, não deve ser a nossa preocupação (é a parte de Deus). A contemplação pode se realizar em nós de diversas formas, e algumas não são facilmente percebidas através das nossas sensações externas (corpo, sentimentos e emoções, e até a nossa compreensão). Algumas vezes podemos perceber experiências como paz, uma alegria profunda ou uma compreensão mais profunda de Deus ou de nós mesmos.
O mais importante na contemplação são os seus frutos nas nossas vidas, principalmente de humildade e de caridade, que vão, pouco a pouco, sendo infundidos no coração daqueles que meditam perseverantemente a Palavra de Deus, em espírito de fé.
VII. Por fim, o nosso empenho diário de colocar em prática aquilo que da Palavra de Deus veio ao nosso encontro.
Obs.: (1) As sugestões dadas não devem ser aplicadas todas de uma vez, porque criaria, na verdade, confusão e cansaço.
(2) As sugestões devem ser acolhidas a partir daquelas que você mais se adapta e lhe ajudam.
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- 03 Maio 2012
O homem é capaz de Deus

Todos os períodos da Igreja em que a Igreja cresceu, houve um grande esforço catequético: o exemplo de Santo Ambrósio, Santo Agostinho, etc. Usamos o catecismo fruto do pontificado de João Paulo II e do atual Papa Bento XVI. Observar que as numerações não se referem às páginas, contudo a uma numeração própria do livro, seja o compêndio ou o catecismo.
O homem tem a capacidade de falar com Deus, contudo não é obvio que o homem possa se comunicar com Deus, pois Esse habita em luz inacessível, é Grande e Infinito, como é possível que o homem possa se comunicar com Deus? Com nossa pequenez, com nossa mente limitada, como é possível que nosso coração seja capaz de conter o infinito? Vemos uma grande dificuldade, mas a Igreja crê que de alguma forma o homem é capaz de Deus, não porque sejamos grandes e maravilhosos, contudo porque Deus nos fez para Ele.
Para abrir esse capítulo, o compêndio usa uma citação de Santo Agostinho que também está no catecismo(num.30): Vós sois grande, Senhor, e altamente digno de louvor: grande é vosso poder, e a vossa sabedoria não tem medida. E o homem, pequena parcela de vossa criação quer louvar-vos, precisamente o homem que, revestido de sua condição mortal, traz em si o testemunho de seu pecado e de que resistis aos soberbos. A despeito de tudo, o homem, pequena parcela de vossa criação, quer louvar-vos. Vós mesmo o incitais a isto, fazendo com que ele encontre suas delícias no vosso louvor, porque nos fizestes para vós e o nosso coração não descansa enquanto não repousar em vós. 5 São as frases iniciais de uma grande obra _confissões_ de Santo Agostinho 5Sto. Agostinho, Conf.I,1,1.
10, trata-se de um diálogo com Deus num estilo de oração, é a confissão propriamente dita, não está falando com um confessor, não está falando com o leitor. Confessa a grandeza de Deus e a pequenez do homem. A visão da época sobre os elementos da natureza e a metáfora de Santo Agostinho: Haviam 4 elementos: a terra, a água , o ar e o fogo. Imaginem que haviam 4 camadas diferentes, e o mundo era criado da mistura desses. Por exemplo, se pegar um pedaço de chumbo e colocá-lo na água, porque é que ele afunda? Na explicação dos antigos é porque ela era feita muito mais de terra do que de água, então ela tende para o seu elemento original, cada coisa tem um peso e tende ao seu elemento original. Se alguém mergulhar e soltar bolhas de ar, elas irão subir, porque tendem a voltar ao elemento original. Quando se queima, se faz uma fogueira, a fumaça sobe, porque tende ao elemento fogo, e onde está o fogo? Lá em cima, pois as estrelas são feitas de fogo. O sol é feito de fogo.
O homem tem uma alma, que não é de nenhum dos elementos, o homem com sua alma é espiritual. Saiu diretamente de Deus. Qual é o elemento do homem ? Deus é. Então a alma do homem quer voltar ao seu Criador.
Existe uma lei da gravidade que puxa a alma pra Deus. Nosso coração está inquieto, só repousa em Deus. Onde está o nosso local de repouso, quietude, paz? Em Deus. Ele é o lugar, é no peito do Pai que um dia iremos repousar a cabeça.
Não é que o homem tenha uma torre de babel para chegar à Deus pelos próprios esforços. Mas sim porque veio d'Ele, e exatamente por isso tende para Ele. A visão de Santo Agostinho ainda pode ser usada como metáfora para nós. Deus é infinito! Nós somos limitados, mas somos capazes de Deus porque o nosso coração tem uma sede infinita.
ME PROVE!
Basta ser honesto consigo e investigar o próprio coração, seu coração não se aquieta com nada. Mesmo antes de falar da revelação de Deus, dos profetas, desde Abraão, Isaac Jacó... Jesus... Apóstolos... Igreja.. , antes disso tudo podemos falar do homem que na sua própria natureza tem essa inquietação.
O homem é um ser religioso. Quando um arqueólogo encontra uma ossada, como se faz pra descobrir se é uma ossada de macaco ou ser humano? Ele busca por rituais de sepultamento. Diversos. É o único animal que sabe que vai morrer. No entanto não quer morrer. Parece que no mundo inteiro, de alguma forma, ele tem uma convicção de que não morrerá.
O número 2 do compêndio resume tudo isso:
2. Por que há no homem o desejo de Deus? O próprio Deus, ao criar o homem à própria imagem , inscreveu no coração dele o desejo de o ver. Ainda que esse desejo seja com freqüência ignorado, Deus não cessa de atrair o homem a si, para que viva e encontre nele aquela plenitude de verdade e de felicidade que procura sem descanso. Por natureza e por vocação, o homem é, portanto, um ser religioso, capaz de entrar em comunhão com Deus. Essa íntima e vital ligação com Deus confere ao homem a sua fundamental dignidade.
O que faz que o homem seja mais que os animais é a sua capacidade, esse desejo interior. Mesmo com toda essa vontade , o homem está marcado pelo pecado, existe uma dificuldade de encontrar Deus de verdade. Vide catecismo num. 28:
Em sua história , e até os dias de hoje, os homens têm expressado de múltiplas maneiras sua busca de Deus por meio de suas crenças e de seus comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações etc.). Apesar das ambigüidades que podem comportar, estas formas de expressão são tão universais que o homem pode ser chamado de um ser religioso:
De um só (homem), Deus fez toda a raça humana para habitar sobre a face da terra, fixando os tempos anteriormente determinados e os limites de seu hábitat. Tudo isto para que procurassem a divindade e, mesmo às apalpadelas, se esforçassem por encontrá-la, embora Ele não esteja longe de cada um de nós. Pois nele vivemos, nos movemos e existimos( At 17,23-28). Esse esforço humano que os religiosos fazem para chegar a Deus é válido, apesar das ambiguidade que podem comportar. Existem erros, que não podemos aceitar em determinadas religiões. São Paulo pregava aos gregos e disse: Vocês também buscam a Deus. Vide catecismo num.30:
Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor!_ (Sl 105,3). Se o homem pode esquecer ou rejeitar a Deus, este, de sua parte, não cessa de chamar todo homem a procurá-lo, para que viva e encontre a felicidade. Mas sua busca exige do homem
todo o esforço de sua inteligência, a retidão de sua vontade , _um esforço reto, e também o testemunho dos outros, que o ensinam a procurar a Deus.
É preciso um esforço de virtude. Infelizmente somos marcados pelo pecado original, sujeitos a ambiguidades. É preciso um coração reto. O ateísmo é contrário a natureza humana. Temos a convicção de que essa vida é passageira e que só repousamos em Deus. Vide catecismo, números 44 e 45:
O homem é por natureza e vocação, um ser religioso. Porque provém de Deus e para Ele caminha, o homem só vive uma vida plenamente humana se viver plenamente sua relação com Deus.
O homem é feito para viver em comunhão com Deus, no qual encontra sua felicidade: _Quando eu estiver inteiramente em Vós, nunca mais haverá dor e provação; repleta de Vós por inteiro, minha vida será verdadeira. 6d 6S
Fonte: [1] Catecismo da Igreja Católica no site do Vaticano: http://www.
vatican.va/archive/ccc/index_po.htm
[2] Site do Pe.Paulo Ricardo : http://padrepauloricardo.org
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