- 11 Fevereiro 2012
Como entender uma citação bíblica?

A ordem dos elementos é: o nome do livro em abreviatura, o número do capítulo e o número do versículo. Assim, Mt 5,12 corresponde ao Evangelho segundo São Mateus, capítulo 5, versículo 12. Se o livro só tiver um capítulo, aparece apenas o livro e o versículo. Assim, 2 Jo 12 para indicar 2.ª Carta de João, versículo 12.
Quando são citados vários versículos ou capítulos seguidos, estão unidos por um hífen: Mt 5,12-17 (Mateus, capítulo 5, versículos 12 a 17); Mt 5-6 (Mateus, capítulos 5 e 6); Mt 5,20-6,13 (Mateus do capítulo 5, versículo 20 ao capítulo 6, versículo 13, sem qualquer interrupção). Quando são citados vários versículos do mesmo capítulo, mas não todos seguidos, ficam separados por um ponto: Mt 5,12.14-17 (a citação pára no v.12 e continua do v.14 ao 17 inclusive, não incluindo o versículo 13).
Se forem citados diferentes capítulos do mesmo livro, tais capítulos vão separados por um ponto e vírgula mas não é repetido o nome do livro: Mt 5,12.21-23; 6,1-8 (Mateus, capítulo 5, versículo 12 e também do v. 21 a 23 inclusive; e ainda o capítulo 6, do versículo 1 a 8 inclusive).
Como se pode ver, a vírgula vai sempre depois do capítulo, a separá-lo dos versículos.
Fonte: http://www.capuchinhos.org/Bíblia/Sagrada
- 09 Janeiro 2012
Novo Testamento, Antigo Testamento
Novo Testamento:
1) 1ª Carta de São João. (Duas vezes.)
2) Evangelho de São João.
3) Evangelho de Marcos.
4) As pequenas cartas de São Paulo: Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filêmon.
5) Evangelho de São Lucas.
6) Atos dos Apóstolos.
7) Carta aos Romanos.
8) Evangelho de São Mateus.
9) I e II Carta aos Coríntios.
10) Hebreus.
11) Carta de São Tiago.
12) I e II Carta de São Pedro.
13) II e III Carta de São João.
14) Carta de São Judas
15) Apocalipse
16) I Carta de São João.
17) Evangelho de São João.
Antigo Testamento:
1) Gênesis
2) Êxodo
3) Números
4) Josué
5) Juízes
6) I Samuel
7) II Samuel
8) I Reis
9) II Reis
10) Amós
11) Oséias
12) Isaías (1-39)
13) Miquéias
14) Naum
15) Sofonias
16) Habacuc
17) Jeremias
18) Lamentações
19) Ezequiel
20) Abdias
21) Isaías (40-55)
22) I Crônicas
23) II Crônicas
24) Esdras
25) Neemias
26) Ageu
27) Zacarias
28) Isaías (56-66)
29) Malaquias
30) Joel
31) Jonas
32) Rute
33) Tobias
34) Judite
35) Ester
36) Eclesiástico
37) Cântico dos Cânticos
38) Jó
39) Eclesiastes
40) I Macabeus
41) II Macabeus
42) Baruc
43) Daniel
44) Sabedoria
45) Levítico
46) Deuteronômio
Obs: Provérbios e Salmos. DEVEM SER LIDOS SEMPRE
- 05 Janeiro 2012
O que é Lectio Divina?

"Lectio Divina" ou "Leitura Orante da Bíblia" é um método de oração praticado desde os tempos mais antigos da Igreja (e também enquanto resquício da própria tradição das comunidades do Antigo Testamento. As comunidades liam os textos bíblicos que eram passados de geração em geração), ainda que tenha sido Orígenes (sec III) o grande "idealizador" deste conceito.
Contudo, a aplicabilidade sistemática deste método orante deve-se a grande contribuição de um monge cartuxo chamado Guigo (sec XII), o qual sugeriu o seguimento de quatro passos ou "degraus". Com o objetivo de partilhar a forma como compreender melhor o texto bíblico, resolveu escrever um pequeno livro que intitulou "A Escada dos Monges", no qual explicita a escada dos quatro degraus espirituais: a leitura, a meditação, a oração e a contemplação. São, pois, estes os quatro passos que compõem a Lectio Divina:
A leitura responde a pergunta: O que diz o texto? LEITURA: ler o texto várias vezes até criar uma maior familiaridade. Pronunciar bem as palavras. Entrar em contacto com o texto utilizando-se de muita atenção, respeito, escuta... É preciso ver o texto dentro do seu contexto e origem.
A meditação responde: O que diz o texto para mim, para mim? MEDITAÇÃO: Esse passo é um convite para que atualizemos o texto e consigamos trazê-lo para dentro do horizonte da nossa vida e realidade. A meditação é um ótimo espaço para que se medite e reflita o que há de semelhante e diferente entre a situação do texto com o presente. Depois, é importante resumir tudo o que foi ruminado numa frase. Essa frase ajudará a recordar durante o dia o que foi meditado. É um prolongamento da meditação. Aos poucos vai havendo uma relação do que foi meditado com a vida de quem está meditando.
A oração responde: O que o texto me faz dizer a Deus? ORAÇÃO: Praticamente a oração está presente em todas as etapas. É importante que haja uma transparência no ato da oração e que o orante seja realista. Ele pode usar o momento tanto para louvor, ação de graças, súplica, pedido de perdão, rezar algum salmo, recitar preces já existentes.
E a contemplação ajuda a responder: O que Deus fez em mim CONTEMPLAÇÃO: depois de ler, meditar e orar o texto bíblico e a sua realidade chegou a hora de contemplar todo esse percurso. A contemplação ajuda-nos a entender que Deus está presente na realidade. Pela contemplação é possível perceber a presença de Deus. E com isso somos convidados ao compromisso com a realidade.
Para aprofundar na leitura orante da palavra de Deus. Preste atenção nessas dicas que vão te ajudar a ter uma experiência com a sagrada escritura
a) Em primeiro lugar é a escolha do local, procure um local tranqüilo, ou melhor, local sagrado, onde provavelmente não ocorrerão quaisquer distrações;
b) É necessário que a Bíblia esteja ao nosso alcance para favorecer, sem interrupções, as fases da Lectio divina, bem como qualquer outro livro de orações ou de contemplação que lhe possa favorecer a unidade com DEUS;
c) É recomendável o silêncio para evitar que se distração por palavras, melodias e outras emoções, como também deixar o próprio DEUS falar;
f) Deve-se buscar o auxílio verdadeiro que vem do alto, do espírito Santo;
g) Poderá ocorrer momento de aridez e de conflitos interiores a medida do aprofundamento na “Lectio”, pois é de conhecimento que o próprio espírito nos desafia, do mesmo modo que nos conforta. Tempos de aridez são necessários e nos ajudam a movermos no sentido de níveis mais profundos de maturidade espiritual;
Add a comment- 05 Janeiro 2012
Lectio Divina, um encontro vivo com um Deus que ama

“Lectio Divina” é uma expressão latina já presente e consagrada no vocabulário católico, que pode ser traduzida como “leitura divina”, “leitura espiritual”, ou ainda como “leitura orante da Bíblia”. Tradicionalmente, a Lectio Divina é uma oração individual, porém pode-se fazê-la em grupo.
O importante é rezar com a Palavra de Deus, valorizando o que disse o Papa Bento XVI em um discurso no ano de 2005: “Eu gostaria, em especial, de recordar e recomendar a antiga tradição da Lectio Divina, a leitura assídua da Sagrada Escritura, acompanhada da oração, que traz um diálogo íntimo em que na leitura, se escuta Deus que fala e, rezando, responde-lhe com confiança a abertura do coração”.
De maneira prática, o método mais antigo e que inspirou outros mais recentes, consiste na vivência de quatro elementos: leitura – meditação – oração – contemplação. Para melhor compreensão, cada elemento será explicado de maneira separada:
Leitura - Faz-se a leitura lenta e cuidadosa de um pequeno trecho da Bíblia, não tanto com o objetivo de fazer uma interpretação aprofundada sobre o sentido das palavras, mas sim o de 'escutar' o que “Deus está querendo falar”.
Busque identificar as coisas importantes deste trecho da Bíblia: o ambiente, os personagens, os diálogos, as imagens usadas, as ações. É importante que você identifique tudo isto com calma e atenção, como se estivesse vendo a cena. Se for preciso, releia o texto quantas vezes forem necessárias.
Meditação - É o momento de descobrir os valores e as mensagens espirituais da Palavra de Deus: é hora de saborear a Palavra de Deus e não apenas estudá-la. Você, diante de Deus, deve confrontar este trecho com a sua vida. Feche os olhos, isto pode ajudar. É preciso concentrar-se!
Faça uma cuidadosa meditação. Não se detenha no exterior. Não pare na superfície, apóie o pé mais profundamente, penetrando no interior da passagem bíblica, perscrutando cada aspecto. Considere atentamente sobre o que esta Palavra está iluminando sua vida e a realidade em que vive hoje.
Quais são as circunstâncias que ela te questiona e te incentiva? Depois de ter refletido sobre esses pontos e outros semelhantes no que toca à sua própria vida, a meditação começa a pensar no prêmio: Como seria glorioso e deleitável ver a face desejada do Senhor, mais bela do que a de todos os homens (Sl 45,3).
Oração – É o momento de responder a Deus após havê-lo escutado. Esta oração é muito pessoal, diz respeito apenas à pessoa e Deus. É um diálogo pessoal! Não se preocupe em preparar palavras, fale o que vai ao coração depois da meditação: se for louvor, louve; se for pedido de perdão, peça perdão; se for necessidade de maior clareza, peça a luz divina; se for cansaço e aridez, peça os dons da fé e esperança. Enfim, os momentos anteriores, se feitos com atenção e vontade, determinarão esta oração da qual nasce o compromisso de estar com Deus e fazer a sua vontade.
Contemplação - Desta etapa a pessoa (leitor) não é dona. Já não há mais necessidade de palavras. É um momento que pertence a Deus e Sua presença. Misteriosa sim, mas sempre presença. É um momento no qual se permanece em silêncio diante de Deus. Se Ele o conduzirá à contemplação, louvado seja Deus! Se Ele lhe dará apenas a tranqüilidade de uns momentos de paz e silêncio, louvado seja Deus! Se para você será um momento de esforço para ficar na presença de Deus, louvado seja Deus! Mas em todas as circunstâncias será uma maneira de ver Deus presente na história e em nossa vida!
*Poderíamos sintetizar da seguinte maneira a Lectio Divina:
O orante/leitor toma contato com o texto escrito (LÊ), ou até diante da Natureza, de um fato da vida; lê, ou melhor, 'escuta' a Voz que fala em seu coração (MEDITA). Responde a essa Palavra, escrita ou não (ORAÇÃO). E no último estágio, na CONTEMPLAÇÃO, cala-se, adora, entrega-se numa adoração muda e silenciosa.
Seja fiel! A cada dia faça sua Lectio Divina e experimente maravilhosos frutos em sua vida.
Lara Alice de Almeida Pereira – consagrada Luz da Vida
Fontes:
http://www.cnbb.org.br
http://antoniosilvio.tripod.com/LECTIO/LDPT.HTM
- 05 Janeiro 2012
Na Bíblia busco a Jesus

Minha mãe Domênica me ensinou a amar e respeitar a bíblia. Ela não sabia nem ler e nem escrever, mas tinha em casa uma bíblia grandona, cheia de desenhos que ela guardava dentro do baú, junto com as coisas mais preciosas, as poucas fotos de meu pai, as imagens de Nossa Senhora do Conforto, e também o pouco dinheiro que tinha e era precioso para poder fazer frente às dificuldades do pós-guerra. Mas o meu encontro com a bíblia se deu aos meus vinte anos, quando entrando no Carmelo me deu vontade de ler a bíblia e pedi uma ao meu mestre, cuja resposta não foi muito animadora: “para que você quer ler a bíblia?” Deu-me uma bíblia em latim com uma recomendação: não leia o Levítico e nem o Cântico dos Cânticos”.
Depois de muito trabalho e pesquisa encontrei os nefandos livros. Do Levítico não gostei muito, não despertou nenhum interesse naquele momento, mas gostei e muito do Cântico dos cânticos e compreendi que se todos os livros da bíblia são divinos o Cântico dos Cânticos é diviníssimo e “não suja nem as mãos e nem o coração”, como diz o rabino Bem Assai. Mas lentamente o meu amor pelo Antigo Testamento foi diminuindo e foi entrando um amor paixão pela Nova Aliança, onde a pessoa de Cristo é fonte, centro, início e fim. Na Escritura comecei a buscar o rosto de Cristo, um rosto que cada vez mais me seduz, me encanta e me deixa enamorado deste Cristo que, tão humano e tão divino, se fez carne para revelar-nos o Pai e nos ensinar como devemos viver aqui e agora nesta terra como pessoas felizes.
Ele, Jesus, quis dar-nos um projeto de vida, um plano para viver sempre felizes em quaisquer situações em que nos encontrarmos. Que supera a poesia, a beleza, o realismo das bem-aventuranças? É nesta ladainha e neste preceito de alegria que Jesus transborda todo o seu amor para conosco. Nada poderá impedir a nossa alegria nem as perseguições, nem morte, nem pobreza e nem guerra porque a paz está no mais íntimo de nós mesmos. Como podemos permanecer insensíveis diante deste projeto de caminhada oferecido a cada pessoa por Jesus que do alto da cruz nos recorda que é possível, mesmo morrendo, sermos felizes?
Jesus está na escritura com sua presença e palavra, mas muito mais com seus gestos pequeninos, simples como quando ele, sentando-se no meio da multidão, conta com a doçura de sábio as parábolas que vai nascendo da vida de cada dia, carregadas e grávidas de mensagem que todos podemos compreender. Eu, na minha ignorância, não consigo compreender as explicações difíceis da parábola dos dois irmãos ou do bom semeador, mas compreendo perfeitamente as palavras de Jesus que me satisfazem. Na escritura Cristo se aproxima de nós com passos delicados, com atenções amorosas e nos coloca como ovelhas feridas e machucadas nos seus ombros de bom pastor e nos conduz de novo ao redil. Ele vai pelos montes, pelas estradas e nos chama pelo nome.
É nas Escrituras que Jesus nos mostra que não devemos ter vergonha de sermos amigos dos que não tem ninguém, dos marginalizados, dos que vivem excluídos porque não se comportam segundo os “padrões” de pessoas de bem, mas que lutam para se libertar dos vícios, dos pecados e das amarras. Com Jesus se aprende a não ter medo de ninguém a não ser do mal que está em nós e fora de nós. É Jesus de Nazaré que percorre de novo as nossas cidades e grita contra o farisaísmo deslavado que quer “domesticar” o evangelho e fazer um Cristo segundo a mentalidade burguesa e indecente que não vê mais nada a não ser o ter como próprio deus “o ventre e o corpo”, como diria o apóstolo Paulo. Nas escrituras tenho passeado para encontrar Jesus e sempre o tenho encontrado vivo, presente e amoroso. Ele não condena, ele faz terapia de choque para ver se nos convertemos. Ele nos joga no rosto o que somos sem meios termos, esperando que “caindo em nós mesmos”(Lc 15,17) retomemos o caminho de casa. Na nova aliança, no Novo Testamento, busco Jesus e o encontro como amigo, exigente como sempre, mas que me ama e perdoa, e me incentiva a continuar o caminho, “não fazendo aos outros o que eu não quero que os outros me façam.”
Frei Patrício Sciadini, ocd.
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