O Dom do Temor nos faz amar a Deus e fugir dos laços da morte

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Já aprendemos que os dons do Espírito Santo aperfeiçoam as virtudes. As virtudes abandonadas a si mesma não podem chegar a grandes alturas. A nossa razão, mesmo iluminada pela fé, é ainda imperfeita para perceber toda a realidade espiritual. Só os dons do Espírito Santo elevam o homem às alturas da própria dignidade. A palavra Temor de Deus em hebraico “Girate” e pode tanto significar temor como piedade.

O Dom do “Temor de Deus” aperfeiçoa a virtude da Esperança.

No temor do SENHOR está a segura confiança, esperança para seus filhos. O temor do SENHOR é fonte de vida, que afasta dos laços da morte (cf. Provérbios 14,26-27). Há várias espécies de temores: o temor mundano, o temor servil a Deus e o temor filial a Deus. Destes, só o último é o Temor de Deus.

1) O temor humano é o medo que se sente com relação a criaturas ou situações mundanas. São temores humanos o medo de pessoas, como a mulher que teme o marido ou o marido que teme a esposa, os filhos que temem o pai ou a mãe, os alunos que temem os professores… São temores às situações mundanas, por exemplo, o medo de andar de elevador, o medo do escuro, o medo de tempestades, etc. Incluem-se ainda nesta classe os medos supersticiosos, como o medo de passar embaixo de uma escada, o medo de ver um gato preto cruzar o caminho, o medo do dia 13… Os temores ou medos mundanos originam-se de traumas. Podem desaparecer pela oração de cura interior ou por tratamentos psicológicos adequados.

2) O temor servil é principalmente o medo de ser castigado por Deus, de ir para o inferno. Esse temor é gerado pela idéia de um Deus que nos vigia constantemente, pronto a nos castigar pelas nossas faltas. E isso nos inquieta, agita, deprime. O temor servil pode afastar-nos do pecado, mas é um temor imperfeito, porque não se baseia no amor de Deus.

3) O temor de Deus é filial. É o temor de nos afastar do Pai que nos criou e que nos ama, de ofender a Deus que, por amor, sempre nos perdoa. O filho que ama o pai não quer ficar longe dele nem fazer algo que o possa magoar. É um temor nobre que brota do amor. Um temor filial, perfeito e amoroso.

O temor de Deus é um dom do Espírito Santo que nos inclina ao respeito filial a Deus e nos afasta do pecado. Este compreende três atitudes principais:

1 – O vivo sentimento da grandeza de Deus e extremo horror a tudo o que ofenda sua infinita majestade;

2 – Uma viva contrição das menores faltas cometidas, por haverem ofendido a um Deus infinito e infinitamente bom, do que nasce um desejo ardente e sincero de as reparar;

3 – Um cuidado constante para evitar ocasiões de pecado.

Fonte: padreluizinho/cancaonova

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Maria, Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe

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Com o mês de maio, somos convidados recordar o mês de Maria, e com Ela, o dia das mães. Maio nos fala da ternura, do afetivo, do amor e da família. Somos convidados a descobrir a riqueza do feminino, da mulher no Plano de Deus, em nossa vida, na vida da Igreja. Particularmente somos chamados a sempre mais descobrir porque nós cristãos amamos e veneramos Maria como a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja.

Maria no AT é preanunciada em sua presença e missão já no Gênesis quando Deus fala que uma mulher “calcaria a cabeça da serpente” vencendo o mal (Gen.3,15).  Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Éster, Judid, Rebeca, etc. Isaias a anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade”(Is.7,14). No NT, não somos nós, mas a própria eternidade, Deus, que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus(Lc.1,28s). Isabel a reconhece como a Mãe do Salvador. “Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador”(Lc.1,43), como profetiza que Maria “seria a bendita de todas as gerações”(Lc.1,48).

Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, do nosso único Salvador e Redentor. Ela gerou e educou Jesus. Acompanhou seu Filho amado ao longo da vida, da gestação até sua morte e ressurreição. Foi o próprio Cristo Quem a entregou como a Mãe de toda a humanidade ao pé da cruz nos momentos finais de sua vida. “Mãe, eis ali teu filho, filho eis ali tua Mãe”(Jô.19,26). Ela se fez presença no Pentecostes, na Igreja nascente e através de toda a história dos dois mil anos do cristianismo.

Sem dúvida, Maria se encontra no coração de Deus Pai, no coração e na vida de Jesus, no coração da Igreja e dos povos. Sua presença na Igreja e na humanidade nos é conhecida. Aparece em Lourdes, para nos pedir conversão. Em Fátima intercede pela conversão da Rússia e da humanidade. No México, Guadalupe, intervem a favor de nossos índios. Em Aparecida, pede para reconhecermos os negros como iguais a todos, etc.. A presença de Maria aparece diretamente à Promessa de Deus no AT, como a Mãe de Cristo e da Igreja no NT e como a mediadora entre Deus e o homem na história da Igreja. É por isto que nós cristãos a amamos e a veneramos.

Deus ao nos chamar à vida através de nossos pais nos criou “a sua imagem e semelhança”, como homens e mulheres, como família, onde o masculino e o feminino fazem parte da essência da natureza humana. Em nossa vocação humana e divina, Maria é o feminino de Deus em nosso caminho para a eternidade. Deus é Pai com coração de Mãe, onde Maria aparece como “o rosto materno de Deus” a favor da humanidade.

Na passagem do mês de maio, nosso especial carinho e gratidão pela presença de cada mulher, particularmente pela existência de nossas mães físicas e espirituais. Deus, a Igreja, cada um de nós, a humanidade, precisamos de vocês mulheres. Ser mulher é ser dom, dádiva, manifestação viva e encarnada no tempo da própria ternura de Deus.

Para Jesus nossa gratidão por nós ter dado sua Mãe como Mãe da Igreja e nossa Mãe. Na passagem do dias das mães, para nossas mães terrenas que nos geraram para a vida, para o amor, para fé, para a Igreja e para Deus, nossa mais sincera gratidão e preces.


Padre Evaristo Debiasi
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre Brasil
Fonte: http://www.aisbrasil.org.br

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As mães querem amor, não flores virtuais

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                                                                                                       Frei Patrício Sciadini, ocd.

 Na medida em que se aproxima o dia das mães, os comerciais de todo tipo invadem as ruas, violam a reciprocidade familiar, inundam todos os provedores de todas as internets. É claro que não é amor de filho para mãe, mas amor de comerciantes expertos que querem vender e seduzir os filhos com lindos presentes para que possam seduzir as mães carentes de afeto e de amor filial. Todos sabem que coração de mãe se compra com qualquer ninharia. Um beijo é a forma mais bela para se entrar no coração da mãe, pelo menos era no passado, agora - quem sabe - as mães também preferem aos beijos, ricos presentes, jóias, cheques bem gordos... Mas, no fundo, toda mãe o que sente necessidade é da proximidade dos filhos que a cobrem de carinho.

Na minha missão sacerdotal na qual me encontro em sua maior parte no ministério da escuta, quer no confessionário ou na orientação espiritual, tenho recebido muitos desabafos de mães tristes e solitárias que vivem à margem da vida dos filhos e, sem família, mendigam um gesto de amor e de carinho. Mãe sem filho, embora com vários filhos, que estão todos preocupados com outras coisas. Mães idosas perturbam os passeios, não é uma boa parceira nas festas, e é um peso nos momentos em que se prefere a distração ao amor. Os filhos, quem sabe, no dia das mães prefiram enviar para a mãe, longe e distante, um cartão eletrônico cheio de palavras e de flores, ou comprar um presente via internet para que a mãe possa se distrair nos momentos de extrema solidão. Na internet vi um recado que me deixou preocupado: o perfil astrológico da mãe... Aí que me veio a idéia de apresentar aos meus quatro leitores o perfil bíblico da mãe, que é muito melhor, mais sólido e fundamentado sobre a verdade que é Cristo. A Bíblia está cheia da presença de mães corajosas, que souberam dar a vida pelos filhos e ensinar-lhe a verdadeira dignidade da vida. Ninguém e nada poderá substituir a mãe. Nem barriga de aluguel e nem tampouco os meios eletrônicos, ou o ideal de uma sociedade onde o Estado assume a responsabilidade de educar os filhos dos outros. O calor materno que começamos a experimentar no útero de nossa mãe desde o primeiro momento de nossa existência, nos é necessário até à morte. Guardamos no coração o mínimo gesto de amor e de carinho que recebemos da nossa mãe.

Mas o mundo selvagem, capitalista, destruidor dos valores fundamentais da vida, não pensa assim. Obriga a mãe a sair rua afora para procurar nas selvas de cimento o alimento necessário para os filhos, como os animais da floresta que deixam seus filhotes nas tocas e vão caçando presas para levar aos filhos famintos que, gritando, esperam a volta da mãe. Pode ser que esta imagem choque aos meus leitores, mas é isto mesmo. Não haverá uma sociedade melhor, mais humana, até que as mães não reassumam os seus lugares de educadoras e formadoras das gerações que devem vir. Há meninos de ruas, órfãos de pai e de mãe vivos, mas que não têm a mínima condição de cuidar deles...os meninos, órfãos de mães que, enganadas na juventude, deram à luz filhos que não querem e não podem assumir. Há meninos órfãos de mães que se lançam na procura de uma emancipação – importante, sem dúvida! Não há nenhuma dúvida de que a mulher pode assumir todos os cargos sem nenhuma exclusão, como também lentamente ela deve ocupar a sua missão dentro da Igreja, na sociedade, não só isto: a mulher deveria ter o melhor salário possível, e nunca o seu trabalho deveria diminuir sua presença “materna” no seio da família. Toda mulher grávida ou mãe merece um monumento e o máximo do respeito que muitas vezes não lhes é dado por uma sociedade egoísta e machista. As grandes educadoras dos povos e as grandes geradoras de vida nova são as mães. Gostaria, neste momento, de chamar a atenção sobre a figura de quatro mães que fizeram a história e continuam a fazer a história da humanidade.

A mãe dos Macabeus: (2 Mac 7,1-41) esta mãe que se ergue no meio do Antigo Testamento como testemunha fiel do Deus vivo e verdadeiro, que sabe ser a vida um dom de Deus e que, acima de todos os poderes e medos, está o Senhor a quem devemos servir. Este texto deveria ser lido por todas as mães. Será a mãe que encoraja os seus 7 filhos a entregar-se corajosamente à morte sem renegar a própria fé e ela, por último, se entrega à morte com coragem “martirial”. Este exemplo de mãe como, logicamente, o primeiro na Bíblia deve ser resgatado por cada mãe. Com a vida a mãe deve transmitir a fé e o amor a Deus; ela é a primeira educadora e mestra dos valores fundamentais da vida.

Maria, a mãe de Jesus: cada mulher deve se espelhar na mãe de Jesus. Ela acolhe no seu seio o Messias, mas sabe que ele, o Salvador, não lhe pertence, mas sim pertence ao povo que ele veio salvar. Nela não há nenhuma atitude “maternalista” e nem chantagem emocional. Deixa que o seu Filho faça o seu caminho e realiza o projeto do Pai na totalidade. Maria sempre será, para toda mãe e mulher, o modelo acabado de toda mãe, e nela se encontra a força para viver e amar a vida que nos é dada.

Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho: esta mãe que soube silenciosamente se oferecer ao Senhor e rezar para a conversão de seu filho e obteve este presente de Deus. As páginas das Confissões de Agostinho nos retratam esta figura de mãe digna, honesta, especialmente mestra silenciosa e formadora do coração do seu filho. Nunca teve medo de falar a verdade e de pedir ao seu filho que se convertesse ao cristianismo.

A minha mãe e a tua mãe: devemos amar as nossas mães com amor terno e carinhoso. Mesmo que elas não nos tenham dado tudo o que nós esperávamos, elas nos amaram, trouxe-nos por nove meses no seio e nos deram tudo o que poderiam dar. O melhor presente para as nossas mães no dia das mães é o nosso amor e carinho. E se ela, como a minha, já morreu, a nossa oração sincera prova que o amor não conhece a morte, está vivo no coração dos filhos. Amor entre mãe e filho são eternos aqui, agora e sempre.

 

 

 

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Um mês com Maria

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Não sei quando surgiu o costume de honrar Maria mãe de Jesus e nossa, durante todo o mês de maio. Quem inventou teve uma idéia genial que pegou e ninguém vão desenraizá-la do coração do nosso povo simples, pobre, mas rico de fé que vem com o coração cheio de amor e as mãos vazias de grandes dons, para contemplar Maria. O mês de maio é um dos mais belos sinais de amor para com a Virgem Maria. Hoje como ontem sempre nos perguntamos: o que podemos fazer para viver como Maria? Ser como ela discípula e missionária? Sermos uma presença viva que no meio do mundo descrente que busca cada vez mais razões para crer no avanço da ciência e não as encontra. Ciência sem fé nos faz tornar orgulhosos e prepotentes; fé sem ciência nos torna devocionistas e supersticiosos.

É preciso que ciência e fé caminhem juntas para que possamos viver a harmonia de nossa vida cotidiana. A ciência nos lança com olhos penetrantes e pesquisadores nos campos da história e nos oferece uma Maria simples, do povo, que não tinha nada para ostentar e nem para poder exigir. Viveu numa aldeia perdida na galileia chamada Nazaré. Pela fé sabemos que Maria foi escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, e isto aconteceu por “obra do Espírito Santo”. Só pela fé cremos nisto. Contemplando Maria podemos aprender com ela na sua escola a sermos competentes e capazes de acolher a palavra de Deus e vive-la no nosso dia a dia.

Gostaria de poder oferecer para os meus 6 leitores três pistas para poder vivenciar o mês de maio para ser como Maria, amados e escolhidos a continuar a obra de evangelização.

1. Releia com calma e serenidade interior os primeiros dois capítulos de Lucas, o evangelista de Maria, neles você encontrará a presença silenciosa, discreta, da Virgem Santa que foi chamada por Deus para ser a mãe de Jesus. Ela reage como qualquer pessoa reage diante de um chamado para uma vocação particular. Ela também ficou perturbada quando viu-se escolhida porque não conseguia compreender porque foi ela e não outra. Maria também sentiu-se pobre e pequena, mas ela soube escutar as palavras do anjo que por porte de Deus lhe dizia “não tenhas medo Maria, encontraste graça diante de Deus”. O mundo do medo chega até a nossa porta, mas o amor de Deus é maior, o desejo de fazer a vontade de Deus não pode fechar o nosso coração. Não se esqueça de elencar os seus medos e de olhá-los um a um nos olhos.

2. Maria busca a verdade, procura ver o que Deus quer dela, apresenta suas dificuldades: “como é possível isto se não conheço homem?” Deus nos convida, nos chama, mas ele sempre nos dá a força para dizer o nosso sim. É necessário romper as barreiras dos medos e crer na voz do Espírito. Deus dá respostas às nossas dúvidas, inseguranças, incertezas. “O Espírito Santo descerá sobre ti”. Estas palavras ditas pelo anjo Gabriel são a grande força que Maria recebe e o medo desaparece dela e entra a verdadeira coragem de entregar-se ao desconhecido e imprevisível. Deus sabe o que faz quando encontra alguém que seja disponível.

3. Eis me aqui. Estas palavras sintetizam toda a capacidade de acolher o projeto de Deus na nossa vida. Jamais podemos deixar de aderir ao plano de Deus, não importa se nós compreendemos o que importa é dizer sim ao amor e à vida. O mês de maio nos repropõe o caminho do abandono e da confiança. O caminho da ação de graças e da festa pelo sim de Maria a Deus por ter nos assumido como filhos aos pés da cruz.

Do amor da mãe nunca podemos desconfiar, ela sempre está ao nosso lado, mesmo quando não o sentimos. Não se pode amar a própria mãe pelos dons que ela nos dá, mas sim pelo amor com que ela cuida de nós. Aliás, para a mãe nem é necessário pedir porque ela sempre adivinha o que nós precisamos. Antes que nós o peçamos Maria nossa mãe nos dá o que nós necessitamos.

                                                                             Frei Patrício Sciadini, ocd

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O segredo de uma vida fecunda é permanecer em Jesus

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São João, escrevendo em sua primeira carta (1 João 2,22-28) usa essa expressão que é própria do apóstolo e que ele vai usar também no Evangelho: "Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna". O evangelista São João, escreve no Evangelho as palavras de Jesus: "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor (...) permanecei em mim e eu permanecerei em vós" (Jo 15, 1-4). Só que permanecer em Jesus não pode ser uma permanência de "pronto-socorro", do desespero, na hora que a dor bate à sua porta e você corre atrás de Jesus. Ele está convidando você a permanecer Nele todos os dias, aconteça o que acontecer, você precisa permanecer nele. É difícil, não pense que é fácil. Muitos não conseguem permanecer e na hora da tribulação, do sofrimento, deixam nosso Senhor e vão atrás de outras realidades que não correspondem a Cristo. O que São João chama de Anticristo - tudo o que se opõe a Jesus faz parte do Anticristo. São João continua: "O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim" (Jo 15, 4b). Aí está o segredo para que você seja um homem e uma mulher de Deus, fecundos: "permanecer em Jesus". É loucura não querer permanecer Nele. A primeira consequência de não permanecer em Jesus é você verificar, com seus próprios olhos, que sua fé começa a murchar. Já não existe mais o fervor, o entusiasmo, tudo é muito pesado, custa muito, e por quê? Porque você não está buscando a seiva onde você deveria buscar. Amados irmãos, o Senhor quer que sejamos fecundos neste novo ano mas ele está revelando a nós de onde virá nossa fecundidade: "permanecermos Nele". "Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5b). Precisamos permanecer em Jesus. É preciso alimentar da Palavra. Para permanecer é exigente. Eu não posso de vez em quando "bicar" a Palavra, eu preciso me alimentar dela, para que ela permaneça em mim e eu na Palavra. Existem várias formas de você permanecer em Jesus: a comunhão diária com a Palavra de Deus; comungar se possível diariamente, na Santa Missa; buscá-lo o máximo que você puder, na adoração ao Santíssimo Sacramento; ser fiel ao seu rosário, pelo menos ao terço diário. São meios simples, mas vai exigir sacrifícios, porque você vai ter que se dispor a ler a Palavra, rezar o terço, ir à Capela fazer sua adoração... Mas no final você vai verificar os belíssimos frutos conquistados. Todos querem os frutos, as bênçãos, mas para adquirir certas bênçãos é preciso grandes sacrifícios. É preciso "cavar" tempo.Se nós tivéssemos permanecido Nele teríamos contemplado coisas bem maiores do que temos visto. Imagine os frutos que já teríamos produzido. Se lutarmos para permanecer Nele, imagine o que poderemos produzir. Não será fácil. Sua disposição vai exigir que você abrace a cruz. Toda religião que oferece garantias de que você vai ter uma vida 100% é questionável. Porque a Bíblia diz que nossa vida com Deus é uma vida exigente. Faça um esforço, porque lá na frente você vai colher os frutos de seu sacrifício de hoje. Não há outros meios, são esses que a Palavra de Deus nos orienta. Acredite! É muito mais fácil cair fora, principalmente quando as coisas apertam, mas é preciso querer permanecer. Queira permanecer no Senhor. Proclame que Ele é o Senhor da sua vida. Não desistam irmãos.

 

Padre Edmilson Lopes
www.cancaonova.com

 

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