- 17 Maio 2012
Como os santos descobriram a sua vocação

As pessoas se surpreendem com o fato de que Deus fala através de nossa vida, do dia a dia, e usa nossa afetividade, imaginação, memória, inteligência para mover nossa vontade a unir-se à sua.
Uma das ações que mais nos pode ajudar a conhecer como Deus revela sua vontade é através da leitura dos santo. A Francisco de Assis, Deus falou através de uma igreja em ruínas; a Teresa de Jesus, através de uma pequena imagem de Jesus flagelado; a Inácio de Loyola, através da guerra, da enfermidade e um livro de salvação; a Teresa Benedita, através dos escritos de Santa Teresa; a Gianna Beretta através do diretor espiritual; a Madre Teresa de Calcutá, falou diretamente, em oração, e através dos pobres. Aos fundadores das comunidades novas e movimentos eclesiais tem falado através da situação paganizada dos jovens, das famílias, da sociedade.
Como se vê, Deus não tem limites em sua forma de comunicar a cada um sua vontade específica quanto ao seu chamado, seja a uma vocação, seja a um estado de vida.
Deus chama claramente desde a eternidade, nunca chegaremos a conhecer a vontade de Deus com total clareza; sem precisamos de um ato de fé.
A forma mais usual que Deus nos fala é através da palavra. Deus tem uma pedagogia para cada pessoa, a uns Ele fala mais frequentemente através de livros, a outros, da natureza. A alguns, fala através de acontecimentos, a outros por meio de pessoas. Com alguns lança mão de música, da poesia, da arte. Com outros prefere utilizar os sonhos, o silencio, a escrita, a pregação. É preciso você conhecer bem a sua história pessoal e seu relacionamento com Deus, pois é possível que Ele lhe fale segundo a pedagogia que tem usado para com você durante toda a sua vida.
Maria Emmir Oquendo Nogueira
co-fundadora da Comunidade Shalom
Add a comment- 11 Maio 2012
Por que participar de um encontro vocacional?

Os sinais enviados por Deus são simples, mas concretos. Por vezes temos a grande vontade que um anjo apareça para nós, assim como aconteceu o chamado de Nossa Mãe, a Virgem Santíssima, mas Deus não grita nos nossos ouvidos, não manda bilhete, nem põem carta no correio. O chamado é sempre resultado de uma aproximação, entre duas vontades, despertado pela vontade de Deus e respondida pela pessoa escolhida.
O Espírito Santo nos manda muitos sinais, se formos capazes de ter a atitude de humildade e escuta, reconheceremos esses sinais, no nosso interior, através dos dons recebidos, dos acontecimentos, do ambiente e das pessoas com que convivemos ou que passam por nossas vidas.
Diz o catecismo da Igreja Católica no §§27: “O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso: a razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador”.
- 08 Maio 2012
O que você sabe a respeito de vocação?

A palavra vocação vem de um verbo no latim, ou seja, “vocare”, que significado chamado. Alguém está chamando, convidando, gritando incessantemente pelo seu nome. Vocação é um chamado e uma resposta. Deus é quem chama, o ser humano é quem responde. Deus chama livremente e eu também tenho responder livremente. Deus não impõe, mas Deus convida. A decisão cabe a mim. Depois que digo “sim”, Deus se encarrega de tudo.
Na Igreja muitas são as vocações e é justamente agora no mês de agosto que nós refletimos bastante sobre esse tema. Nossa primeira vocação é para a vida. Ela é dom de Deus. Somente Deus pode dar ou tirar a vida. Não interessa se ela é desejada ou indesejada pelos homens, a vida é poder de Deus. Depois Deus nos chama a santidade, ao céu, a salvação, ao perdão, etc. Porém Deus também nos chama desde o útero da mãe para uma vocação especial. Vocação ao sacerdócio, à vida religiosa, ao matrimônio, à vida consagrada, etc. São as vocações mais comuns. Tudo vem do coração de Deus. É ele quem nos dá vocação. Ninguém inventa, ninguém cria, mas simplesmente respondemos a um convite de Deus.
Vocação não é profissão, nem dom, nem talento, vocação é um toque de Deus, uma semente que Deus planta nos corações de quem ele mesmo quer. Somente quem recebe o chamado é capaz de entender e sentir o que significa vocação. Por isso que muitos acham uma loucura um rapaz que se torna padre, uma moça que ingressa na vida religiosa, ou mesmo num mosteiro de vida contemplativa, ou quem sabe na santificação de uma família tão querida e abençoada por Deus.
O Católico verdadeiro não pode ter preconceito com nenhuma vocação. Existem mães que acham um desastre quando seus filhos afirmam que querem se consagrar a Deus, outras não aceitam que os filhos vão se casar. Vocação é uma escolha livre, onde devemos rezar e apoiar os que estão sentindo essa chama a crepitar nos seus corações. É pecado colocar dificuldades na vida de uma pessoa que quer seguir sua vocação.
É muito lindo ver um rapaz que descobre a vocação sacerdotal e apoiado pela família, pela comunidade paroquial e pelo pároco parte em direção da realização do seu sonho. Não uma ilusão, nem uma mera aventura, mas um ideal de vida, um plano de Deus. Do mesmo modo as moças. Como é bom ver moças que se decidem a seguir o caminho da vida consagrada. Como as religiosas são importantes em nosso mundo, como exercem trabalhos tão edificantes. Precisamos rezar muito pelas vocações. Os Bispos já nos dizem: Vocação é fruto de uma comunidade orante há um Deus providente. Jesus nos alertou: A messe é grande, mas os operários são poucos, pedi ao Senhor dá messe que mande operários.A Paróquia precisa rezar e apoiar as vocações. Ajudar nossos seminários e conventos. Ajudar com dinheiro, com mantimentos, com a visita, ajudar com o apoio material também. O mundo precisa de missionários, precisa de cristãos que sejam sal e luz, num mundo que anda nas trevas perdendo o sabor por tudo e por todos.
Ninguém pode achar que um rapaz e uma moça ao se entregarem a Deus estão “jogando fora” a vida, isso é errado. Vocação religiosa também não é fuga, não é saída para problemas familiares. Muitas famílias educam suas crianças desde pequenas para que quando crescerem possam se casar e ter filhos. Tudo bem Matrimônio também é uma vocação, mas não podemos pensar que nós fazemos a escolha por eles, o melhor é desejar fazer a vontade de Deus. Não se esqueçam que a cada dia que passa os casamentos estão mais fracassados e desestruturados. Não é só o casamento que faz uma pessoa feliz.
Outro erro é pensar que pelo fato de já ter experimentado muitas coisas na vida, principalmente no lado carnal, eu não tenho mais chance de me consagrar. Deus faz novas todas as coisa, ele vê nossa conversão, nossa decisão e nossa vontade de melhorar. Para Deus tudo é possível. Ele não escolhe os melhores, mas melhora os que escolhe. Não chama os capacitados, mas capacita os escolhidos.
A própria pessoa precisa ler bastante, orar, fazer retiros, conhecer lugares, ter um diretor espiritual e refletindo chegar há um discernimento vocacional. É preciso não ter medo e se lançar nas mãos de Deus. Ninguém também pode afirmar que antes é preciso “viver” a vida, experimentar bastante coisas para depois por na balança e saber o que quer. Deus tem os critérios e os caminhos dele e nós não podemos negligenciar a vontade de Deus para nossas vidas.
Como é bom ver a alegria e o entusiasmo dentro dos seminários. Estudantes que se dedicam a se formar para o sacerdócio. Como é impressionante ver o contágio emocionante das estudantes num convento. Uma alegria, contentamento e paz que só Deus pode nos dar. Seguir é difícil, exige renúncia e renovação do “sim” a cada dia, precisa tomar a cruz sem olhar para traz depois que pegou no arado, mas vale a pena !
Será que Jesus não está chamando você ? Veja os sinais. A decisão é Tua !
Pe. André Luiz Massaro.
Paróquia Santo Antônio de Pádua-SP
Add a comment- 01 Maio 2012
Vocação e Maria

Vamos perceber os passos da maior das vocações, a de ser Mãe do Filho de Deus.
Maria era uma jovem muito bonita, judia da descendência de Davi, criada no templo, conhecia a Sagrada Escritura.
Segundo estudos sobre a vida de Maria, ela estava prometida a José, e seu desejo era viver o celibato consagrado, pois se fazia muito isso na época, um casal consagrar sua virgindade a Deus.
Mas os planos de Deus não eram esses para Maria, pois Ele já tinha sonhado sua vocação, seu chamado desde a eternidade, então um anjo aparece a Maria e lhe comunica a vontade de Deus, os planos de Deus para sua vida, o seu chamado: “Entrando o anjo disse-lhe: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com essas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação” (Luc 1,29).
Maria, diz a Palavra, perturbou-se. Um chamado nos desinstala, nos perturba, nos inquieta. Nós que até então estávamos vivendo nossa vidinha, com nossos planos, segundo nossa vontade.
Imagina, Maria teve medo, sim igual à maioria dos vocacionados, quando perturbados com o chamado sentimos “medo”, e perguntamos assim como Maria: “Como se fará isso?” Eu sou apenas uma pessoa simples, já sirvo a Deus no meu grupo de oração, vou à missa todos os domingos, não mais que isso.
Maria podia ter pensado e meu José? E meu compromisso? Eu já sirvo no templo, não, isso não é para mim. E o anjo diz: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus”.
É o que Deus diz, não temas Carlos, Ana..., pois Deus te elegeu, você é um eleito por Ele a cumprir uma missão, assim como Maria. “Como se fará isso?” O Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo te envolverá” . Olha a resposta, não somos nós mesmos que sustentamos uma vocação, um ‘SIM’, mas o Espírito Santo que a cada dia nos envolve, nos dá força e nos conduz a caminhar, a estar na presença de Deus e fazer a sua santa vontade.
O anjo ainda diz: “Maria, não se preocupe, porque a Deus nenhuma coisa é impossível”. Maria encontra confiança no chamado de Deus, e então dá o seu ‘sim’- “Eis aqui a serva do Senhor, Faça-se em mim, segundo a tua Palavra” (Luc 1,38).
Diante do sim, cessou-se todo o medo, toda inquietação, e após o seu sim, de amor livre a vontade de Deus, Maria imediatamente já se coloca a serviço, Deus chama para servir, ela vai até Isabel para ajudá-la, levando Jesus no seu ventre, a alegria de estar fazendo a vontade de Deus leva Maria a cantar o Magnificat.
No servir, em levar Jesus ao outro, em se doar, assim como fez Maria, crescemos e nos alegramos em nossa vocação, na resposta generosa a Deus, no nosso sim, e assim como ela, cumprimos nossa missão, mesmo passando por sofrimentos, pela dor, como ela passou com seu filho, devemos sempre ser fieis ao nosso chamado e dizermos: “Eis-me aqui, Senhor, faça-se em mim segundo a vossa vontade”.
Mônica Apª Crispim- Noviça II
Equipe de Formação Luz da Vida
Add a comment- 19 Abril 2012
Entendendo o chamado a uma vocação

“Ele me chamou, esperou pela minha resposta e eu a dei livremente”.
CLV: O que é uma vocação?
Mônica: Vocação é um dom gratuito de Deus e nós precisamos entendê-lo muito bem. A primeira vocação que recebemos é a vida; a segunda, é o chamado à santidade, que todo cristão recebe de Deus. Depois, existem as vocações específicas, pessoas que são vocacionadas ao matrimônio, à vida religiosa, ao sacerdócio, ou seja, é Deus quem nos inspira; é Ele quem nos vocaciona e coloca em nós essa iniciativa.
CLV: Como discerni-la?
Mônica: Para toda a vocação é fundamental estar em Deus e ver os caminhos pelos quais Ele está nos levando. Para discernir uma vocação como o matrimônio, a vida ao sacerdócio ou a uma comunidade é sempre bom ter um diretor espiritual, ou um formador que o acompanhe, fazer uma leitura de sua história e ver para onde Deus o chama.
CLV: Que sinais fazem com que a pessoa perceba que está sendo chamada a uma vocação específica? O que ela deve fazer para descobri-la?
Mônica: Por exemplo, nunca me imaginei em uma Comunidade de Vida, nem sabia o que era não me via distante da profissão ao qual sonhei. No entanto desde criança sempre quis estar muito próxima de Jesus, fui coroinha, depois me tornei catequista, ainda criança, tinha sede de aprender sobre Deus e passar para as pessoas, lia muito as histórias dos santos e me encantava com cada uma. Embora na adolescência tenha me afastado de tudo isso. No entanto no decorrer do tempo, eu fui observando, vendo aptidões e percebendo que Deus estava me encaminhando para algo mais sério, a experiência de viver em comunidade, por isso quando ia rezar o itinerário Luz da Vida, meu coração batia mais forte, e ia crescendo em mim o desejo de viver nesta comunidade e meditar todos os dias a vida de Jesus dentro deste Carisma, através da riqueza do itinerário e de sua espiritualidade.
Não foi fácil dizer sim a tudo isso, era tudo muito novo, pensava mesmo que estava enlouquecendo, mas há uma força maior do que eu que me ajuda a dar meu sim a cada dia, pois Deus não sonha uma coisa para você se antes Ele não criar todas as condições para que seja cumprida.
Para descobri-la, o essencial é entregar-se a oração, a uma vida espiritual fundamentada na Palavra e no magistério da Igreja, no meu caso observando o estatuto da minha Comunidade e vivendo a renuncia a cada instante.
CLV: Como alguém sabe que está respondendo a um chamado vocacional?
Mônica: Penso que é exatamente a experiência de uma realização. Se eu me sinto realizada, se vou percebendo que sou feliz, eu acredito que é o maior sinal de que estou no caminho certo. Isso não me exime de dificuldades que se passa em todo e qualquer tipo de vocação, você a vai superando, vai valorizando e sendo concretamente realizado até mesmo diante do sofrimento, porque aí eu tenho a segurança para passar por dificuldades que no dia-a-dia vão surgindo.
CLV: Uma pessoa que não responde a um chamado vocacional está pecando?
Mônica: Se conheço a vontade de Deus e não a cumpro, sim essa recusa é pecado, mas Deus não nos obriga a nada. O Senhor não me obrigou a estar aqui na Comunidade Luz da Vida, Ele me chamou, esperou pela minha resposta e eu a dei livremente; Se eu dissesse ‘não’, eu estaria cometendo um pecado contra mim, porque se eu não der uma resposta positiva e não caminhar onde Deus me quer, eu não serei plenamente feliz como poderia ser respondendo a Deus. No entanto Deus não nos deu o livre arbítrio? Cabe a mim dizer ‘sim’ ou ‘não’ para o Senhor.
CLV: Como você descobriu sua vocação ao carisma Luz da Vida?
Mônica: Bom, ainda estou no noviciado II, momento de me aprofundar no carisma, de solidificar o meu sim, de buscar a cada dia a minha identidade, de estar intimamente unida a Jesus na certeza e na confirmação do que Ele já disse em meu coração. Senti o chamado ao carisma quando participei de um retiro com pregadores da Comunidade, percebi que Deus me chamava para viver aquela radicalidade que eles pregavam, comecei então a ouvir a rádio e a assistir os programas pela internet, quando conheci a chácara da Comunidade onde moro hoje, lembro-me que sentei e disse: Meu Senhor; sei que é aqui que o Senhor me quer, então me dê forças para cumprir a sua vontade, pois sozinha sei que não consigo. Um fato importante que me fez ter uma determinada determinação diante do meu sim, foi a minha amizade com Santa Teresa de Jesus, padroeira da espiritualidade Luz da Vida.
Mônica Apª Crispim- NoviçaII
Equipe de Formação Comunidade Luz da Vida

