Como ser missionário amado do Pai

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"Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo" (I Cor 11,1).

À medida que conhecemos a vida do Apóstolo Paulo, descobrimos que se tratava de pessoa de temperamento forte, mas cheia de amor. O Espírito Santo agiu de maneira maravilhosa em seu temperamento violento, amargo e perseguidor, transformando-o em pessoa calorosa e compassiva.

Paulo, entretanto, reteve a força de caráter e a firmeza, inatas do temperamento forte, mas irradiava, constantemente, o interesse afetuoso e compassivo pelas pessoas. Nas suas Cartas, encontramos várias passagens, nas quais fica evidente o seu modo de ser; vejamos uma: "Irmãos, o desejo de meu coração e a súplica que dirijo a Deus é para que se salvem.”( Rm 10,1).

Nenhuma outra pessoa, que soubesse da condenação eterna, estaria disposta a fazer o que Paulo diz, estaria disposto a trocar seu lugar no céu pelo inferno, se a nação de Israel se salvasse. Diz ele: "Digo a verdade em Jesus Cristo e não a minha, a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo: sinto grande pesar e amargura no coração! Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne." (Rm 9,1-3). Poderíamos dizer que essa atitude é sobrenatural, apenas possível por meio da Santificação operada nele pela ação do Espírito Santo.

Essa compaixão do apostolado não é excepcional, pois a vemos nas suas atitudes para com as outras igrejas, para com indivíduos e mesmo para com alguns de seus inimigos. Temos o direito de esperar que todo cristão, quando cheio do Espírito Santo, tenha um coração compassivo para com o próximo. Essa compaixão deve começar pelos membros de nossa própria família, estendendo-se, a seguir, aos parentes, vizinhos e aos povos nos pontos mais remotos da Terra.

"Velai sobre o rebanho de Deus que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente, não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho." (I Pd 5, 2-3).

O poder do Espírito Santo na vida do Apóstolo Pedro teve uma influência claramente benéfica. Esse poder que está à disposição de todo líder cristão, modificou Pedro de tal forma que seus defeitos, que não eram poucos, ficaram obscurecidos e suas qualidades realçadas. Se quisermos ser conduzidos pelo Espírito Santo, basta estudarmos a vida de Pedro, no livro de Atos dos Apóstolos.

Devemos ter em mente que Deus não faz acepção de pessoas. O que Deus fez pelo Apóstolo Pedro, Ele o fará por qualquer um que estiver disposto a se comprometer com Suas obras, seja cooperando com o Espírito Santo, seja permitindo que Seu poder o fortaleça nas suas fraquezas.

Em uma de suas promessas aos seus discípulos, o Senhor Jesus disse: “Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará poder e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”( At. 1, 8).

Aqui, geralmente, interpretamos a força do Espírito Santo como força para testemunhar. Sem dúvida precisamos de poder para testemunhar, mas isso não é tudo. No dia de Pentecostes, percebemos a transformação ocorrida na vida do Apóstolo Pedro. Quando o Espírito Santo desceu sobre eles, "começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At. 2, 4), de maneira que todos os estrangeiros puderam ouvir a mensagem de Deus "em sua própria língua". Os habitantes de Jerusalém ficaram admirados e chegaram a dizer: "estão todos embriagados" — e eu digo: todos transformados.

Pedro cheio do Espírito Santo levantou-se "com os onze" e pregou o primeiro anúncio na Igreja, uma Palavra poderosa que não pôde ser explicada, pois Pedro não era um intelectual. Podemos até afirmar que era um pescador iletrado. No entanto, esse discurso inflamado pelo Espírito Santo foi uma mensagem de Deus, sendo Pedro o Seu instrumento. É um exemplo de como Deus quer nos usar. Para nós, hoje, a única maneira de nos tornarmos santos e sermos imitadores de Cristo é deixar que o Espírito Santo transforme nossas vidas, conduzindo-nos.     

Se examinarmos as circunstâncias e a vida dos discípulos de Jesus, chegaremos à conclusão de que eles, sem exceção, consagraram-se ao Senhor Jesus e ofereceram tudo quanto tinham para a conversão de pessoas como sendo esta a tarefa da vida; abandonaram totalmente a ideia de viverem para si mesmos e se dedicaram com todas as forças à obra que lhes fora confiada; abandonaram suas redes e O seguiram. Todo aquele que crê em Jesus e é batizado possui o Espírito Santo suficiente para levá-lo à verdadeira consagração a Deus e ser levado a uma fé perfeita que é essencial para a vitória. Deixemos, pois, de nos entristecermos, de resistirmos ou extinguirmos o Espírito Santo e aceitemos, definitivamente, o nosso grande e único trabalho na vida.

O evangelista João diz-nos da última aparição de Jesus a Pedro, junto ao lago de Tiberíades: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos” ( Jo 21,15).

Assim, a única condição que Jesus exigiu de Pedro para ser seu líder (pastor) foi que O amasse mais do que a outros. Essa, também, é a condição que Jesus exige para que cada um de nós sejamos santificados, que nós o amemos mais do que os outros o amam. Ef. 1,4: “como também nos elegeu Nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1,4).

 

Roberto Ricardo

Terapeuta Familiar/ Pregador da RCC

Apresentador do Programa Rezando em Família e Lançai as Redes

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“Senhor, a quem iríamos nós? Só tu tens palavra de vida eterna”

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Jesus despede aqueles que não creem n”ele, e diz aos doze: “Quereis vós também retirar-vos”.

Pedro então responde: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Jesus deixa os apóstolos livres para segui-lo ou não. Mas, Pedro reconhece não ter direção longe da presença do mestre.

Lembro-me de uma música: “Para onde irei se tudo é sonho e ilusão, só em ti encontro a direção para ser feliz, só tu Senhor tem palavras de vida e amor, eu me decidi vou te seguir até o fim...”

Tudo fora de Deus é ilusão, somente Ele pode nos dar a direção da verdadeira felicidade.

É em sua palavra que encontraremos vida para muitas ocasiões de pecado, de angústia, de dor, de sofrimento... É na leitura orante, na escuta silenciosa da Palavra de Deus que tomamos a direção acertada. Sem ela ficamos perdidos, sem direção.

Para onde iríamos? Onde você estaria agora? Onde estaria eu? Se não tivesse conhecido o meu Senhor, se não o tivesse ouvido?

Palavras de vida eterna, palavras que sustentam a alma, que alimentam o espírito, que nos fortalece, nos direciona, que nos educa, que nos leva ao conhecimento e a intimidade com Deus.

 

Mônica Apª Crispim

Equipe de Formação Luz da Vida

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A alegria dos pastorinhos

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Hoje comemoramos Nossa Senhora de Fátima. No 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, cidade de Fátima em Portugal.

Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma 'Senhora mais brilhante que o sol', de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria.
Na última aparição, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a 'Senhora do Rosário' e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Profundamente transformados pelas aparições e mensagens celestiais, os três pastorinhos passaram a exprimir no rosto a profundidade e gravidade das revelações a eles confiadas. As fotos de então nos mostram suas fisionomias sérias e sofridas, demonstração da vida de intensa oração e contínuos sacrifícios pela conversão dos pecadores e desagravo ao Imaculado Coração de Maria.

Lúcia, na segunda aparição, havia pedido à Virgem de Fátima que os levasse para o Céu... "Sim, à Jacinta e ao Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo para Me fazer conhecer e amar. (...)", foi a resposta de nossa Senhora.

Jacinta e Francisco esperaram, assim, o cumprimento da promessa de que a Virgem Maria os levaria em breve para o Céu. Durante o pouco tempo que passaram na Terra, foram ainda agraciados por algumas visões particulares.

Pouco mais de um ano, após as aparições na Cova da Iria, Francisco e Jacinta adoeceram gravemente, atacados de bronco-pneumonia. Continuavam com os sacrifícios e penitências, fervorosamente. E percebiam que aquela doença devia conduzi-los ao Céu.

Foi, então, que lhes apareceu a Virgem e lhes declarou que, em breve, viria buscar Francisco. E que não demoraria muito em vir buscar também Jacinta.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.

Assim como os pastorinhos queiramos também nós essa intimidade com a Virgem Maria, Mãe de Deus. Que em nossas dificuldades possamos contar com seu colo acolhedor, seu olhar maternal e seu amor, rezando o rosário seremos íntimos dela e de seu filho Jesus e assim como aos pastorinhos subiremos aos céus em sua presença.

 Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

Mônica Aparecida Crispim

Equipe de Formação Luz da Vida

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Todos são os chamados a amar

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Ao ler o Evangelho de Mateus, onde um pai de família saiu para chamar operários para trabalhar na vinha (Cf. Mt 20, 1-16), mas muitos não conseguem entender a atitude de amor de Jesus a partir desta parábola. Para a maioria dos judeus daquele tempo, assim para algumas pessoas hoje, o Mestre foi injusto com os primeiros, com aqueles que trabalharam o dia todo ou a maior parte do dia, porque eles receberam a mesma quantia daqueles que trabalharam somente uma hora. Mas o que o Senhor quer nos ensinar com esta história? Que lição podemos tirar desta atitude de Jesus?

A Primeira coisa que devemos entender é que o Reino de Deus é para todos. Não sabemos quando iremos ser convidados a entrar no seu Reino, mas é certo que somos chamados a fazer parte dele, independente da classe social, da cor, raça. O Senhor não faz distinção se a pessoa é convertida e trabalha na Sua vinha há anos ou não. O que importa é atender o chamado de conversão que Ele nos faz diariamente. Lembra-se quando Jesus estava na cruz? Aquele ladrão que foi crucificado junto com Cristo foi justificado pela sua fé, no último momento de sua vida. Ele verdadeiramente foi o primeiro a entrar no paraíso: “ Em verdade te digo: ainda hoje estará comigo no paraíso” (Lc 23,43). Isto quer dizer que ele foi um dos últimos operários da vinha, aquele que trabalhou apenas uma hora.

Escandalizamos com Jesus porque somos egoístas, orgulhosos, nos achamos bem melhor e merecedores do prêmio da salvação. Mas a Palavra de Deus já nos exorta: Nem todo aquele que diz Senhor,Ssenhor entrará no Reino do Céu....(Cf Mt 7, 21). Achamos que pelo fato rezarmos o rosário, lermos a Palavra de Deus, já está garantido o céu na nossa vida. Que engano! Só alcançaremos o céu com todas essas atitudes se amarmos. Amar a nós e aos outros com o mesmo amor que Deus nos ama, isto é, GRATUITAMENTE! Deus nos ama não porque somos perfeitos, porque nunca erramos. Ele simplesmente nos ama porque somos seus filhos, sua imagem e semelhança. E quanto nos é difícil tomar posse desse amor, pois sempre colocamos limites ao Senhor, não deixando que a sua graça vai nos transformando; criamos barreiras que a cada dia vão destruindo os nossos relacionamentos, endurecendo os nossos corações, nos tornamos pessoas insensíveis ao sofrimento do outro.

Neste tempo de Advento, devemos estar atentos a esse chamado de Deus para nós: ser e viver o amor! Amor que se doa sem nada esperar em troca, que não cobra nada de ninguém. Assim nos ensina s. João da Cruz: onde não tem amor, plante amor e colherá amor.

Peçamos à Virgem Maria a graça da humildade para vivermos com profundidade esse tempo de preparação da chegada do Menino Deus.

 

Ir. Silvana Alves Nogueira

 

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Vós soisTestemunhas da Ressurreição

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“Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés, sou Eu mesmo” (Luc. 24,38).

Como somos lentos para percebermos a ação de Deus em nossas vidas... Tal lentidão provavelmente proceda dos resquícios de nossa sonolência no horto das Oliveiras... A sensação que tenho é que ainda não despertamos. O nosso Deus foi flagelado, torturado, martirizado, crucificado, morreu, e agora ressuscitou mostra-se a nós vivo, na Eucaristia todos os dias, e nós ainda carregamos dúvidas em nossos corações. Mas de tudo a infinita misericórdia de Deus tira um bem, Ele usa as nossas dúvidas para mostrar-Se de forma mais nítida: mostra as mãos, os pés transpassados, opera milagres, como a cura do coxo, a libertação de demônios, a conversão de milhares de pessoas...

O Senhor está vivo! Ele está dizendo hoje mesmo para você, diante de suas dores, seus sofrimentos, diante desta enfermidade que você foi acometido, “Vede, sou Eu”, quero lhe tocar com minhas chagas para curá-lo também da morte, da sonolência espiritual porque quero como minha testemunha...

Promova-lhe a cura para que seja minhas testemunhas em tua casa, junto à tua família, ir em todos os confins do universo...

   Sou Eu mesmo, Jesus ressuscitado!

Ir. Crislene Pereira de Menezes

Formação Luz da Vida

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